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O Leite - Necessário ou nocivo?

Hoje em dia são várias as opiniões sobre o consumo de leite.

A maioria das pessoas não têm ou perderam a possibilidade de digerir a lactosoe e consequentemente sofrem de cólicas significantes, distensão abdominal ou, por vezes diarreia quando consomem produtos lácteos. A alergia aos produtos lácteos é uma das mais reportadas. Mesmo quando não existe uma alergia específica, o leite é frequentemente pouco tolerado pelo trato gastrointestinal.

Um bebé quando nasce deverá ser amamentado até aos 6 meses ou idealmente até aos 12 meses de idade, período em que segundo a Organização Mundial de Saúde será de extrema importância o consumo deste alimento. A partir deste período não serão necessárias fontes lácteas.

Para quem queira manter produtos lácteos na sua dieta, a informação disponível é que o leite "normal" pode não ser tão saudável. O leite de vaca industrializado proveniente de vacas alimentadas com hormonas e produtos tratados com pesticidas, para além dos antibióticos utilizados para tratar as mastites que por vezes ocorrem devido à ordenha mecânica, é muito diferente do leite saudável que existia há décadas atrás. Os contaminantes no leite são uma realidade e ainda não sabemos bem qual o impacto no corpo de quem os ingere.

Qual a importância de beber leite?

O conselho para a ingestão deste alimento baseia-se no facto de o leite ser uma fonte importante de três nutrientes: potássio, cálcio e proteínas. Sódio em excesso e potássio em falta - são dois fatores de risco para a hipertensão. O leite não é a única fonte de potássio: muitos legumes e frutas são riquíssimos em potássio (batata doce, banana, espinafres, pera abacate, kiwi, cogumelos e couve).

Uma das razões mais conhecidas para bebermos leite e ingerir produtos lácteos é a redução da osteoporose e consequentemente diminuição do número de fraturas ósseas, devido ao cálcio. Mas, de facto, existe pouca evidência que o consumo de leite esteja associado a uma redução de fraturas. Temos que ter em conta também o seguinte: o processo de pasteurização do leite destrói as enzimas. Uma delas, a fosfatase, é essencial para a absorção do cálcio. Que adianta o leite conter cálcio se a sua absorção está prejudicada?

Quando falamos de saúde óssea, podemos dizer que a chave do sucesso para combater a osteoporose não depende de quanto cálcio ingerimos, mas sim quanto conseguimos prevenir que saia dos nossos ossos.

Relativamente ao aporte de cálcio para o organismo, este está presente em grandes quantidades e de uma forma mais biodisponível para a sua absorção, nos vegetais de folha verde escura (brócolos, espinafres, agrião), alho, fruta (kiwi, laranja, tangerina), feijões, sementes (sésamo, chia, linhaça girassol) e oleaginosas (amêndoas, nozes, castanhas do Brasil).

As proteínas do leite contém todos os aminoácidos essenciais, mas os ovos, a carne e o peixe também os contêm e em maior quantidade que o leite.

Em 2011, a Universidade de Harvard excluiu os laticínios da sua representação gráfica da Guia de Alimentação Saudável mas os autores referiram que se podia ingerir 1 a 2 porções de laticínios por dia. As razões para esta limitação:

  • aumento de risco de cancro da próstata (em casos de ingestão de elevadas quantidades de leite gordo após o diagnóstico da doença);
  • risco moderado de cancro do ovário com a ingestão de lactose equivalente a 3 ou mais porções de laticínios por dia (não só leite em particular).

Para além dos aspetos acima mencionados, há que referir também o ponto de vista da medicina complementar sobre o leite. De acordo com a Medicina Chinesa Tradicional, os alimentos lácteos têm uma "natureza fria e húmida", e interferem com a digestão. Logo vão prejudicar o organismo.

Mas afinal, o que se pode beber em vez de leite caso opte por essa mudança?

A bebida de soja não deverá ser a substituta literal do leite de vaca. Existem outras bebidas como de amêndoa, arroz, espelta, trigo-sacarreno, quinoa etc. que poderão ser consumidos de uma forma variada e equilibrada.


Fonte: KTB Produtos Farmacêuticos SA


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